O tabagista passivo é aquele que não tem o hábito de fumar, mas está exposto à fumaça ambiental do tabaco, que consiste na mistura de fumaça exalada pelo fumante e da fumaça da queima do cigarro. Quando a fumaça do tabaco polui o ar, principalmente em espaços fechados, ela é respirada por todos, expondo, tanto fumantes quanto não fumantes, a seus efeitos nocivos.
Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro do Câncer (INCA) aponta que os principais locais de exposição do fumante passivo à fumaça ambiental são o domicílio e os locais de trabalho, sendo elevada e contínua em bares, boates, restaurantes e veículos. O Instituto acrescenta que não há níveis de exposição seguros, ou seja, qualquer pessoa exposta à fumaça do cigarro sofrerá algum dano à saúde, em maior ou menor gravidade.
Os riscos à saúde
A exposição constante à fumaça ambiental do tabaco no local de trabalho, em casa, ou outros ambientes, aumenta em cerca de duas vezes o risco de infarto do miocárdio, segundo dados da American Heart Association.
Doenças que potencialmente apresentam risco aumentado de mortalidade devido o tabagismo passivo são câncer de pulmão, doenças do coração, morte súbita na infância e doenças cérebro-vasculares (como o derrame, por exemplo). A mortalidade é mais elevada entre homens e mulheres com mais de 65 anos.
De acordo com o INCA, a cada ano no Brasil, em cada 1.000 mortes ocorridas em áreas urbanas, 25 são devido ao tabagismo passivo no domicílio. Cerca de 2.655 mortes por câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como o infarto) e doenças cérebro-vasculares ocorridas na população urbana poderiam ser evitadas a cada ano pela prevenção do tabagismo passivo.
Para saber mais acesse:
Instituto Brasileiro do Câncer – www.inca.gov.br/tabagismo