Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é transmitido por vetores artrópodes. O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

O vírus da febre amarela apresenta dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos, silvestre e urbano. Do ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico, a doença é a mesma nos dois ciclos.

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. E nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

O período de incubação no homem varia de 3 a 6 dias, podendo se estender até 15 dias. A viremia humana dura no máximo 7 dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.

O quadro clínico típico caracteriza-se por manifestações de insuficiência hepática e renal.

Os sintomas iniciais:

  • Febre, calafrios, cefaléia (dor de cabeça), lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos.

Após esse período geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Dura poucas horas, no máximo até um a dois dias. E após esse quadro, inicia-se o período toxêmico, ou seja, quando os sintomas reaparecem:

  • Febre, diarréia e os vômitos têm aspecto de borra de café. Instala-se quadro de insuficiência hepatorrenal caracterizado por icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, acompanhado de manifestações hemorrágicas: gengivorragia, epistaxe, otorragia, hematêmese, melena, hematúria, sangramentos em locais de punção venosa e prostração intensa, além de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor, com evolução para coma e morte. O pulso torna-se mais lento, apesar da temperatura elevada.

O tratamento:

Trata-se apenas os sintomas, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.

OS Salicilatos devem ser evitados (ex: AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

A prevenção:

  • A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Mas podemos tomar outras precauções como:

  • Uso de repelentes tópicos (liberados pela Anvisa)
  • Uso de telas protetoras em janelas e portas
  • Extermínio de possíveis locais de criação do mosquito transmissor (Aedes aegypti, na cidade), para que o mesmo não se prolifere.
  • Atenção aos primeiros sinais e sintomas! Não se automedique! Procure uma unidade de saúde mais próxima.

Atenção! Cuidar da saúde e prevenir doenças, é promover o bem-estar para você e para o próximo!

Fonte: portalsaude.saude.gov.br